sábado, 5 de maio de 2012

Quem tem medo de Dilma



  De um lado: os trabalhadores, os profissionais liberais, a classe média em geral, os empresários da indústria, do comércio e da agropecuária. 
De outro: os banqueiros. A presidente Dilma Rousseff está, pois, do lado certo ao pregar e trabalhar pela queda dos juros e dos spreads bancários. 
Certa sob o ponto de vista da direção da economia do país e certa porque está ao lado da população que trabalha e produz, contra o setor que pode até trabalhar, mas nada produz e é o que mais lucra. “Agora é tudo agiotagem”, disse o ex-banqueiro José Eduardo Andrade Vieira (do extinto Bamerindus) ao Valor Econômico. E, ao combater os juros abusivos, Dilma ainda cria condições para aumentar ainda mais sua já alta popularidade.
            Só quem ganha com os juros altos, com as altíssimas tarifas bancárias e com os elevados spreads são os banqueiros e os acionistas dos bancos. 
Seus lucros são estratosféricos. Seu negócio é guardar, comprar e vender dinheiro, em última análise.
 Quem perde com essa “lógica perversa”, nas palavras de Dilma, é o país e o setor produtivo, que inclui capital e trabalho. Se existem hoje as condições objetivas para que esses juros sejam reduzidos e para que o custo dos empréstimos sejam menores, é natural que a presidente da República defenda isso e o governo trabalhe nesse sentido.
            As reações contrárias não vêm, porém, apenas dos banqueiros e seus porta-vozes, economistas, jornalistas e relações-públicas muito bem remunerados. Há reações também, algumas meio envergonhadas, de segmentos que nada perdem e muito ganham com a redução dos juros. Mas não é difícil entendê-las: são políticas ou ideológicas.
            O fortalecimento do governo de Dilma e o sucesso de sua política econômica não interessam, naturalmente, aos que lhe fazem oposição. 
Quanto mais popular a presidente e seu governo, menores as chances de vitórias eleitorais dos oposicionistas à direita e maior a perspectiva de que o PT continue no Palácio do Planalto. Nesse aspecto, inclusive, os tucanos, presumivelmente social-democratas, discrepam da social-democracia europeia, que hoje se opõe com nitidez ao domínio do setor financeiro sobre o Estado.
            Há também, além da política, a questão ideológica. 
Embora existam historicamente contradições entre o capital industrial, o capital comercial e o capital do agronegócio, por um lado, e o capital financeiro e especulativo, por outro, ideologicamente todos esses segmentos estão do mesmo lado. E esse lado teme governos que interferem demais, segundo seu ponto de vista, na economia e em seus negócios. 
O Estado, para eles, deve ser mínimo.
            Daí as reações contraditórias. Apoiam as medidas para reduzir os juros, pois lhes interessam, mas não querem dar razão demais ao governo.
 Por isso falam em populismo, em demagogia, reclamam que Dilma está se aproveitando de seu alto índice de aprovação popular para “pressionar” setores da economia que não se enquadram nas orientações do governo. Investidores têm aversão a interferências do governo, advertem porta-voz dos bancos.
            Alguns empresários, especialmente grandes empresários, aferram-se ainda à ideia de que o mercado tudo pode e faz o que quer, e governos só atrapalham – a não ser quando assinam contratos com eles. O setor financeiro, sempre todo poderoso, considera-se acima do Estado e do poder político.
 Tem sido assim, e em um país de economia capitalista é natural que o capital predomine inclusive sobre o poder político. Mas isso está mudando, com a crise mundial. 
O liberalismo exacerbado e o domínio absoluto do mercado já fracassaram nos seus países-ícones, na América e na Europa.
            Nenhum governo pode impedir o funcionamento do mercado, mas cabe ao poder legitimamente constituído definir as diretrizes econômicas de um país e estabelecer as políticas para cumpri-las, e não aos banqueiros ou qualquer outro segmento empresarial. 
No Brasil, o poder legitimamente constituído é exercido, em última instância, pela presidente Dilma, e não pelos banqueiros multimilionários. Mesmo que eles tenham financiado boa parte das campanhas eleitorais.Quem tem medo de Dilma
Publicado 04/05/2012 11:1-- Blog Hélio Doyle


Mundança na poupança vale para depósitos a partir de hoje 04.05.2012


Brasília - O rendimento da caderneta de poupança ganha cara nova a partir desta sexta-feira. O ganho da aplicação financeira mais popular do País passará a ser um porcentual da taxa básica de juros e não mais um valor fixo. A mudança não afetará as poupanças antigas, apenas as que forem abertas agora ou novos depósitos nas contas já existentes. A medida abrirá espaço para o Banco Central continuar a reduzir os juros como defende a presidente Dilma Rousseff.
Pela nova regra de remuneração, o dinheiro depositado na poupança será corrigido mensalmente pelo equivalente a 70% da taxa básica de juros mais a variação da Taxa Referencial (TR). Isso valerá sempre que a Selic estiver em 8,50% ao ano ou em patamar menor. Se a taxa estiver acima disso, o rendimento continuará sendo o atual: 0,5% ao mês mais a variação da TR.
A nova fórmula de remuneração das cadernetas foi aprovada ontem pela presidente Dilma, depois de uma longa reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, no Palácio da Alvorada.
Na avaliação do titular da Fazenda, a mudança na caderneta deve ser entendida como uma "reforma estruturante", que irá reduzir os entraves para a queda da taxa básica de juros. Como a remuneração atual da poupança é fixa, o juro pago ao poupador acaba servindo como um piso para a Selic, que atualmente está em 9% ao ano. Pelas regras vigentes, a poupança paga hoje o equivalente a 6,17% por ano.
Entraves
"O Estado brasileiro está num processo de mudança, para que se tenha um desenvolvimento sustentável. Os alicerces estão sólidos: inflação sob controle, solidez fiscal, redução da dívida publica, segurança jurídica dos contratos", disse Mantega, ao receber o Estado em seu gabinete para explicar a medida. "Precisávamos reduzir os entraves para a queda da taxa básica de juros", acrescentou.
Uma das preocupações do governo, que justificam a mudança nas regras de remuneração da caderneta, é o efeito que a manutenção de um ganho fixo para essa aplicação teria sobre os fundos de investimento, que pagam, normalmente, índices próximos a Selic. Sem alterações na caderneta e com a continuação dos cortes da taxa básica, poderia haver uma grande migração de recursos dos fundos para a poupança.
O próprio governo poderia ser um dos prejudicados com esse movimento, uma vez que os fundos de investimentos são grandes compradores de títulos públicos, ou seja, o Tesouro Nacional teria dificuldades de financiar sua dívida.
Data de corte
Todos os depósitos em caderneta efetuados até o final do expediente bancário desta quinta-feira seguirão a regra de remuneração antiga. Mas a partir desta sexta-feira, o dinheiro que for colocado na caderneta passará a seguir a nova fórmula. Segundo Mantega, os bancos indicarão no extrato das cadernetas o volume de recursos que seguirão as regras antigas e o dinheiro que será corrigido pelo novo modelo. O ministro fez questão de frisar que o governo continuará isentando os depósitos em caderneta do pagamento do imposto de renda.
A decisão de fixar em 70% a fatia da Selic que servirá de base para corrigir os saldos das cadernetas não foi aleatório. Segundo Mantega, o rendimento da poupança nunca foi superior a esse patamar, por isso, a equipe econômica considerou acertado manter esse teto.
A taxa de juros que servirá de referência para remuneração da poupança é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Composto pelos diretores do BC, o grupo tem reuniões de 45 em 45 dias, quando avaliam as projeções para a inflação e definem qual deve ser o patamar de juros que irá garantir que os preços sigam dentro da meta definida pelo governo.
A próxima reunião do Copom acontecerá nos dias 29 e 30 de maio. Analistas do mercado financeiro estimam que a taxa básica pode ser reduzida novamente. Desde agosto do ano passado, os diretores do BC iniciaram um ciclo de corte da Selic, que caiu neste período de 12,5% para 9% ao ano.
Com informações do jornal O Estado de S.Paulo







PESQUISA Ibope diz que brasileiros estão mais preocupados com o meio ambiente



Os brasileiros estão mais preocupados com o meio ambiente, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo os pesquisadores, que ouviram mais de 2 mil entrevistados com 16 anos ou mais, o índice de pessoas preocupadas com o assunto passou de 80%, em 2010, para 94%, em 2011.

Para mais da metade dos entrevistados, o problema mais grave é o desmatamento, seguido pela poluição das águas e pelas mudanças climáticas. “Cinquenta e três por cento dos entrevistados defendem que o desmatamento da Amazônia seja a prioridade do Brasil entre as questões relativas ao meio ambiente”, diz o levantamento.

O documento ainda mostra que não há consenso da população sobre o maior responsável pela poluição ambiental. Quando questionados sobre a responsabilidade pelo aquecimento global, 38% dos entrevistados elegeram a indústria; mais de 20% apontaram o cidadão como o grande vilão ambiental; e, para 18% dos entrevistados, os governos tiveram a maior parcela de responsabilidade.

Ainda de acordo com a pesquisa, “a população não percebe grandes alterações, nos últimos anos, nas ações das empresas, do governo e da população em geral em prol da preservação ambiental”. Apesar disso, 71% dos entrevistados disseram evitar o desperdício de água e quase 60% garantem economizar energia.
 
A maioria dos brasileiros também disse estar disposta a pagar mais caro por produtos ambientalmente corretos, mas “apenas 18% efetivamente modificam seu consumo em prol do meio ambiente”. As informações são da Agência Brasil.

 
 Da redação em 04/05/2012 20:51:21

Silêncio gritante: na cobertura da CPI mídia não fala de suas ligações com crime organizado

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Odair Cunha e Vital do Rego recebem documentos da PF
 
Este conluio da imprensa com o crime organizado precisa ser investigado. 
O assunto ronda a CPI do Congresso sobre Carlos Cachoeira, mas praticamente não aparece na mídia tradicional, embora esteja bombando nas redes sociais. A troca de informações e favores entre o grupo do empresário e veículos de imprensa - com destaque para a revista VEJA - precisa ser investigada. 
A cortina de silêncio que a mídia mantém sobre o assunto tem que ser quebrada. Nesse ponto, a TV Record foi uma exceção quando tratou do tema de forma explícita esta semana. 
Também a Folha de S.Paulo, que intercalava longos silêncios com, vez ou outra, um registro do escândalo e das relações deste com a mídia, ontem e hoje, trata da questão diretamente.

Publicado em 04-Mai-2012

Lula é condecorado no Rio

A presidenta Dilma Rousseff esteve ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de outorga de títuloCinco universidades federais cariocas concederam título ao ex-presidente

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Foto: Roberto Stuckert Filho/PRA presidenta Dilma Rousseff esteve ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de outorga de título
Depois da aparição ontem, em cerimônia do BNDES, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sentiu-se pronto a enfrentar a vida pública novamente, após as últimas sessões de quimioterapia e radioterapia, no fim de março, para tratar o câncer na laringe. Tanto que, em menos de 24 horas já estava em outra cerimônia. Só que esta, era em homenagem a ele, que recebeu  na manhã de hoje, o título de Doutor Honoris Causa de cinco universidades federais do Rio de Janeiro. Lula estava acompanhado da presidenta  da República, Dilma Rousseff.

Antes da homenagem, Lula e Dilma tiveram um encontro privado. Depois, ela o acompanhou até onde ele recebeu o traje com o qual foi agraciado com o título.

O título de Doutor Honoris Causa foi concedido ao ex-presidente Lula por cinco instituições de ensino superior: Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

No começo da cerimônia, o reitor da Unirio, Luiz Pedro San Gil Jutuca, destacou a atuação do então presidente na área da educação. "Diferentemente de governantes letrados, foi aquele que mais fez pela educação neste País", afirmou Jutuca, que citou o Programa Universidade para Todos (Prouni), criado no governo Luiz Inácio Lula da Silva e que foi considerado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), durante julgamento, em plenário, na tarde de ontem.
 
Redação Jornal Coletivo


Diferente dos governantes letrados, foi ele quem mais fez pela educação neste País”.

Luiz Pedro Jutuca, reitor da Unirio