sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Ceilândia continuará recebendo o carnaval

Ceilândia continuará recebendo o carnaval

A Associação Comercial de Ceilândia(ACIC), em nota oficial divulgada na última quinta-feira (12.01), informava que havia identificado um movimento sorrateiro para levar o carnaval para o plano piloto e que alguns descontentes implicavam em não reconhecer o sucesso que foi os últimos sete anos de carnaval no ceilambódromo em Ceilândia.
Assegurava a ACIC “tem certeza que a mal urdida medida, armada nos últimos minutos do segundo tempo não teria o apoio do Governador Agnelo. Prosseguia a nota afirmando que não seria agora nesse momento em que o governo dá passos firmes em direção a uma maior aproximação junto a população que seria adotada uma medida que tinha como pano de fundo o preconceito com a maior cidade do Distrito Federal.
 E foi isso que aconteceu. Após muitas discussões, o Governo do DF, ontem(18.01), entendeu que não deveria mudar o Carnaval para o Plano Piloto. O Ceilambódromo receberá as escolas de samba do Distrito Federal neste próximo carnaval.
Em sendo assim, prevaleceu a sensatez, Ceilândia continuará abraçando o evento de momo, retirar o carnaval de Ceilândia era investir em espetáculo para arquibancadas vazias. O argumento que tinham os desavisados era que a transferência da festa para o Plano Piloto centralizaria o evento e atrairia um público maior. Pura falácia, pois as festas de momo quando realizadas no Plano Piloto eram infraestrutura sem gente e monumento ao nada e ao desperdício do dinheiro público.
É indiscutível, o sucesso da festa em Ceilândia, nos últimos anos, o espetáculo é real, e acima de tudo, justificável do ponto de vista da utilização de recursos públicos, o povo se faz presente, de forma inquestionável em todas as suas realizações. A média de participação da população em cada evento é da ordem de 200 mil pessoas nas últimas realizações do carnaval, acrescido a isso o número de ocorrências policiais, o que já não podemos falar dos eventos de mesma natureza realizados no plano piloto. A luta agora é consolidar o evento com a construção do ceilambódromo, obra de Oscar Niemeyer, arena que abrigará não só o carnaval como também outros espetáculos de apelo popular.

Nota do deputado Chico Vigilante em apoio ao carnaval na Ceilândia

NOTA À IMPRENSA
Comemoro com o povo de Ceilândia a sábia decisão do governador Agnelo de manter na cidade o carnaval do Distrito Federal, evento que há seis anos traz alegria e gera retorno econômico para a região. Está é mais uma vitória dos moradores de Ceilândia e daqueles que como eu, há mais de 30 anos, tem esta comunidade como lar.  Defendi junto ao governador que o carnaval não fosse transferido para o Plano Piloto e que o GDF mantivesse a liberação de  R$ 11,9 milhões previstos para as festividades. Retirar o carnaval de Ceilândia seria investir em espetáculo para arquibancadas vazias.
Nossa principal alegação a de que, com o diz a música, “o artista tem que ir onde o povo está” foi acompanhada de muitas outras : é a região administrativa com a maior população do Distrito Federal, possui 4,5 mil estabelecimentos comerciais e 1,6 mil indústrias, com uma população economicamente ativa de 160 mil pessoas; seu carnaval gera uma receita de R$ 5 milhões e aproximadamente 2.500 empregos temporários  levando-se em consideração a economia informal e só a montagem da infraestrutura do Ceilambódromo gera trabalho para quase 300 pessoas.
O comparecimento em massa da população local, com uma média anual de 200 mil pessoas, nos 5 dias de evento, prova que a Ceilândia sabe apreciar e prestigiar as escolas de samba, sejam elas provenientes de qualquer comunidade, ao contrário do que acontecia quando o carnaval  era realizado no Plano Piloto ou em outros pontos da cidade, com uma participação média de 6 mil pessoas por noite. E em relação ao número de pessoas envolvidas os casos de violência e assaltos foram praticamente inexistentes.

Além disso o  sucesso do carnaval, seus resultados de públicos e o  espaço onde ocorrem os desfiles vem sendo utilizado para outras festas, como o São João no Cerrado, o Concurso Nacional de Quadrilhas Juninas e  para shows de artistas de renome nacional. A realização destes espetáculos acabou contribuindo para revelar ao Distrito Federal o quanto a população de Ceilândia está preparada para receber e prestigiar grandes eventos, o que a já mobiliza à lutar pela construção da segunda obra de Oscar Niemeyer na cidade, o Ceilambódromo.

O carnaval é uma festa popular. É momento consagrado pelo brasileiro como de alegria e descontração. Por isso faço um apelo ao espírito democrático e conciliador dos dirigentes de escolas de samba que se manifestaram contra a posição do governador, para que participem sim do carnaval de Ceilândia porque isso é, com certeza, o que seus componentes sonham fazer. Eles provavelmente incorporam o sentimento da música Retalhos de Cetim, de Benito de Paula, quando diz  ” Ensaiei meu samba o ano inteiro, comprei surdo e tamborim, gastei tudo em fantasia… minha escola estava tão bonita, era tudo o que eu queria ver …
Convido a todos os brasilienses a participar da alegria do carnaval em Ceilândia, que este ano, deverá ser ainda mais bonito que os demais.

Deputado Chico Vigilante
Líder do Bloco PT/PRB

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Capital também dos transplantes


GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL

Secretaria de Estado de Comunicação Social

 
Capital também dos transplantes
Rede hospitalar do Distrito Federal está apta a realizar transplantes de córneas, coração, rins e fígado e se prepara para transplantar medula. Em 2011, quase 400 pessoas passaram pelas cirurgias. GDF pretende transformar Brasília em referência na área

Brasília, 18 de janeiro de 2012 – Tornar Brasília núcleo de referência em transplantes de órgãos é uma das metas do Governo do Distrito Federal (GDF). Em 2011, foram realizadas no DF – incluindo hospitais das redes pública e privada – 419 cirurgias de córnea, rins e coração, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A novidade deste início de ano é que o Hospital Universitário de Brasília (HUB) busca, junto ao SUS, autorização para transplantar medula, dando início a um novo serviço. Após três anos de espera, foi realizado no dia 13, com sucesso, um transplante de fígado no DF. E o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF) foi credenciado em novembro para também realizar transplantes de fígado: a unidade deve começar os procedimentos ainda neste ano.

"Vamos incentivar e ampliar o número de transplantes no Distrito Federal, que já foi muito maior. Nosso projeto é transformar o DF em referência nacional em medicina de alta complexidade", destaca o governador Agnelo Queiroz. “Este é um assunto que, para mim, como médico e gestor, tem importância especial”, completa o governador. Quando deputado distrital, em 1992, Agnelo Queiroz foi autor de lei distrital que autorizou o GDF a criar a Central de Captação de Órgãos e o documento de autorização oficial de doação de órgãos.

Segundo dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), dos 419 transplantes realizados de janeiro a dezembro de 2011, 350 foram de córneas, 60, de rins e nove, de coração. Dos 60 de rins, 16 foram feitos com doadores vivos e 44, com falecidos. O Hospital de Base e o HUB são responsáveis pela maioria dessas cirurgias.

Um novo coração
Os transplantes de coração e de válvulas cardíacas são realizados no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF), entidade filantrópica administrada pela Fundação Universitária de Cardiologia do Rio Grande do Sul e conveniada ao SUS. Todas as cirurgias de transplante realizadas em hospitais privados no Distrito Federal são pagas pela Secretaria de Saúde do DF, com recursos repassados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O órgão pode ser captado na própria cidade ou também em outros estados. Nesse caso, é necessário um trabalho integrado de comunicação e logística que envolve o governo federal, secretarias estaduais de Saúde e hospitais.  Um coração deve ser transplantado em até no máximo quatro horas após a retirada do órgão do doador e, quanto antes a operação for feita, maior é a possibilidade de sucesso no pós-operatório.

“O transplante de coração é uma operação complexa, e é possível apenas com o trabalho integrado e esforços somados. É um tipo de cirurgia que só funciona bem quando existe integração e por isso, deve ser uma estratégia de governo”, avalia o Dr. João Gabarddo dos Reis, médico e superintendente do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal. Ele explica que não adianta o hospital ser o melhor, se não tiver uma parceria muito próxima com o estado e a União, que é responsável, por exemplo, pela organização das filas de espera, que obedecem, no caso das cirurgias de coração, unicamente o critério da data de ingresso na fila.


“Atualmente, nós somos referência para transplantes. Somos o estado com maior número de transplantes de coração, levando em conta o número de habitantes, e estamos entre os primeiros em número absoluto de cirurgias de transplante”, destaca Dr. Gabarddo.


A receita dos bons resultados, segundo ele, depende das parcerias. “O sucesso não é só do Instituto de Cardiologia, mas de todos os envolvidos. Nesse sentido, podemos destacar que a Secretaria de Saúde do Distrito Federal tem feito um excelente trabalho, identificando e mantendo os possíveis doadores em boas condições clínicas”, avalia.

Pequenos pacientes
Os transplantes cardíacos em crianças, como o que foi realizado no dia 6 de janeiro em um bebê de um ano e oito meses, são raros e, até hoje, somente cinco crianças passaram pelo procedimento. A criança transplantada no ICDF sofria de cardiomiopatia dilatada, um problema no lado esquerdo do coração que impossibilita o órgão de bombear sangue para o resto do corpo. De acordo com os médicos do ICDF, a criança passa bem e deve deixar o hospital em até um mês. Atualmente, outras duas crianças e dois adultos aguardam pela cirurgia.

No último dia 13, foi realizado com sucesso um transplante de fígado, após três anos sem esse tipo de cirurgia no DF. O transplante de fígado é considerado o tipo mais complexo de transplante. Dois hospitais são credenciados para fazer esse tipo de cirurgia no DF: o Hospital Brasília e o Instituto de Cardiologia do DF (ICDF).

A coordenadora da Central de Captação de Órgãos da Secretária de Saúde, Drª Daniela Salomão, explica que o GDF está criando uma fila de pacientes com indicação para transplante de fígado. Assim, quando o médico identifica a necessidade da cirurgia, ele encaminho o paciente para a equipe especializada de transplante para uma avaliação mais especializada.

Quanto ao transplante de rim, a médica revela que, apenas no ano passado, foram realizados mais de 40 procedimentos desse tipo. Atualmente existem 172 pessoas na fila de espera: todas as unidades envolvidas no procedimento estão empenhadas em acelerar a realização dos transplantes.

Daniela Salomão detalha ainda que em 2011 foram realizados 350 transplantes de córnea no DF. “Temos a expectativa de zerar essa fila em 2012”, afirma a coordenadora da Central de Captação de Órgãos. “O processo de doação de órgãos é atualmente um exemplo, já que o paciente que aguarda transplante pode acompanhar, na página da internet do Ministério da Saúde, www.snt.saude.gov.br, sua posição na fila de espera”, sustenta.

Campanha de doação - Seja doador. O seu sim vale uma vida. Esse é o slogan da campanha divulgada pela Secretaria de Saúde desde 1º de outubro de 2011 (veja o vídeo anexo). O objetivo é incentivar o brasiliense a doar órgãos e tecidos. Atualmente, o DF registra 17 doações para cada milhão de habitantes. Apesar de ser bem mais alta que a média nacional – de 10 por milhão –, a meta é aumentar esse número até que não haja mais filas de espera.

A Central de Captação e Distribuição de Órgãos funciona no Hospital de Base de Brasília (HBDF) com atendimento 24 horas pelo telefone 3315-1755. A Central cadastra os receptores de órgãos e tecidos, detecta prováveis doadores, consulta a família sobre doação de órgãos, quando confirmada a morte encefálica, providencia a remoção de órgãos e tecidos doados e distribui órgãos captados.

TIRE SUAS DÚVIDAS
- Quais órgãos ou tecidos podem ser transplantados?
Coração, rim, fígado, pulmão, pâncreas, intestino, córnea, medula óssea, pele, válvula cardíaca, ossos e esclera ocular. Estima-se que um único doador seja capaz de salvar, ou melhorar a qualidade de vida, de pelo menos 25 pessoas - caso todos os seus órgão sejam doados. O Distrito Federal está credenciado a realizar transplantes de rim, córneas, coração e fígado.

- Quais doações podem ser feitas em vida?
Fígado, medula óssea, pâncreas, rim e pulmão. Nos outros casos, é necessário que o doador tenha sido diagnosticado com morte encefálica. A lei autoriza a doação em vida ao cônjuge, aos familiares até o quarto grau ou mesmo a pessoas sem nenhum parentesco. Neste último caso, para evitar a venda de órgãos, é preciso autorização judicial, com base em um relatório médico, e análise, pelo juiz, da motivação pessoal de quem se oferece como doador. Segundo o Regulamento Técnico do Sistema Nacional de Transplantes, o caso deverá passar também pelo crivo de uma comissão de ética formada por funcionários do hospital onde será realizado o procedimento, antes de seguir para análise judicial. Normalmente, o candidato a doador tem de ser maior de idade, mas há exceções nos casos de doações a parentes autorizadas pelo responsável legal.

- Qualquer pessoa pode ser doadora?
Sim, desde que ela não possua em seu histórico doenças que prejudiquem o funcionamento do órgão doado ou provoquem contaminação. Não há limite de idade para a doação. O Regulamento Técnico do Sistema Nacional de Transplantes introduziu uma novidade no assunto: agora, portadores de doenças que antes impediam a doação podem doar órgãos para pessoas que sofrem da mesma enfermidade.

Secretaria de Comunicação
Governo do Distrito Federal

NOTA À IMPRENSA Informações sobre o programa Nota Lega

GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL
Secretaria de Estado de Comunicação Social
 
 


Brasília, 18 de janeiro de 2012 – Para garantir a segurança da operação de destinação dos créditos do programa Nota Legal (que somam cerca de R$ 190 milhões) e dos dados dos usuários (aproximadamente 400 mil cadastrados), a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) bloqueou qualquer acesso à área restrita do sistema por meio de dispositivos móveis, como smartphones e tablets. Esse bloqueio será mantido até o dia 15 de fevereiro, quando termina o prazo para os cadastrados indiquem a forma como usarão seus créditos.

É preciso destacar que smartphones e tablets podem ser acessados por meio de banda larga móvel, o que os torna mais suscetíveis a possíveis quebras de sigilo de senhas e dados pessoais. É dever do Estado zelar pela preservação dessas informações e garantir, ao maior número possível de pessoas, acesso seguro ao sistema. 

Dessa forma, para preservar o interesse público e o bem comum, a SEF está adotando a mesma prática dos demais órgãos que têm a responsabilidade na guarda de informações pessoais e fiscais.

É importante ressaltar que a transferência de crédito está funcionando perfeitamente. Na manhã desta quarta-feira (18), quando foram disponibilizados mais dois servidores para atender a população, o horário de pico do sistema registrou 3,1 mil acessos simultâneos, número ainda aquém da capacidade limite na área restrita do sistema.
 
Secretaria de Comunicação

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Aloizio Mercadante é o novo ministro da Educação


Substituição de Fernando Haddad pelo ex-senador marca o início da reforma ministerial. Na vaga aberta no Ministério da Ciência e Tecnologia assume Marco Antônio Raupp


Posse dos novos ministros está prevista para acontecer na próxima semana
O primeiro passo da reforma ministerial foi dado nesta quinta-feira (18) pelo Palácio do Planalto. No fim da tarde, a ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas, anunciou que o atual ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, irá substituir Fernando Haddad no Ministério da Educação. Para o lugar aberto na Ciência e Tecnologia, a presidenta Dilma Rousseff confirmou o atual presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antônio Raupp.
Haddad deixará o governo no próximo dia 24, data marcada para a transmissão do cargo, com o objetivo de disputar as eleições para a prefeitura da São Paulo, nas eleições municipais deste ano. Outras mudanças são esperadas para as próximas semanas no primeiro escalão do governo Dilma Rousseff.
Em nota, Haddad foi elogiado pelo trabalho desenvolvido à frente do MEC, pasta que comanda desde 2005, ainda governo do então presidente Lula. “A presidenta da República, Dilma Rousseff, agradece o empenho e a dedicação do ministro Haddad à frente de ações que estão transformando a educação brasileira e deseja a ele sucesso em seus projetos futuros. Da mesma forma, ressalta o trabalho de Mercadante e Raupp nas atuais funções, com a convicção de que terão o mesmo desempenho em suas novas missões”, diz a nota.
Helena Chagas confirmou que tanto Raupp quanto Haddad participarão da primeira reunião ministerial do ano, marcada para a próxima segunda-feira (23). No mesmo dia, Haddad também participará de um evento comemorativo a marca de 1 milhão de bolsas concedidas pelo Programa Universidade para Todos (Prouni).

por Mariana Haubert
| 18/01/2012 19:07
CATEGORIA(s): Manchetes, Notícias