segunda-feira, 2 de abril de 2012

O governador Agnelo Queiroz reuniu-se como arcebispo de Brasília, dom Sergio da Rocha, em café da manhã na Residência Oficial, em Águas Claras


    Foto: Roberto Barroso
GDF e Arquidiocese unidos em projetos sociais

   O governador Agnelo Queiroz reuniu-se como arcebispo de Brasília, dom Sergio da Rocha, em café da manhã na Residência Oficial, em Águas Claras


    O governador Agnelo Queiroz, acompanhado da primeira-dama, Ilza Queiroz, recebeu, em café da manhã nesta segunda-feira (2), o arcebispo dom Sergio da Rocha, na Residência Oficial, em Águas Claras. Na ocasião, ele reiterou seu apoio à Campanha da Fraternidade da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cujo tema deste ano é Saúde Pública. E reforçou a importância da parceria do governo com a Igreja no desenvolvimento de projetos sociais.  “Queremos somar com a Arquidiocese. É muito importante o nosso apoio mútuo para ampliar os resultados dos projetos sociais”, disse o governador.
    
    Dom Sergio da Rocha elogiou a iniciativa e disse que “a Igreja está em toda a parte e é um instrumento importante de divulgação e mobilização para campanhas educativas”. O arcebispo de Brasília ainda ressaltou que “é da natureza da fé que a Igreja se envolva com as questões sociais”. Ele, que já esteve em missões no Nordeste, disse que a realidade de Brasília é bem diferente “mas há áreas já identificadas por nós que merecem atenção e precisam do nosso trabalho”.
    
    O arcebispo foi informado das ações do GDF, em especial, na área da Saúde. O secretário de Saúde, Rafael de Aguiar Barbosa, explicou a proposta do GDF de firmar parceria com organizações sociais para gerir as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A que já está em funcionamento, em Samambaia, é administrada pelo governo. Mais três unidades estão prestes a serem inauguradas, no Núcleo Bandeirante, no Recanto das Emas e em São Sebastião. O arcebispo se manifestou em apoio à iniciativa de Agnelo Queiroz.
    
     “Uma das boas notícias é que o hospital da Universidade Católica será credenciado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimento à população do Distrito Federal”, completou o secretário Rafael Barbosa.
    
    Durante o encontro, a primeira-dama, Ilza Queiroz, destacou a importância da futura parceria da Igreja com o governo no programa DF Alfabetizado. A proposta é que a Arquidiocese identifique e encaminhe pessoas a participarem dessa iniciativa do GDF.
    
    O arcebispo demonstrou preocupação com a realidade social, citando a situação de vulnerabilidade em que vivem algumas comunidades das regiões administrativas da Fercal, do Itapoã e da Estrutural. Ele pediu, ainda, o apoio do governador para viabilizar casas de acolhimento a jovens dependentes químicos e pacientes dos estados que buscam Brasília para tratamento de saúde.
    
    Segundo o secretário de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda, Daniel Seidel, que esteve no encontro, o GDF vai inaugurar três albergues.
    
    Jornada da Juventude – Brasília receberá, em julho de 2013, cerca de 20 mil jovens para participarem da Jornada Mundial da Juventude Católica, que se realizará no Rio de Janeiro e reunirá cerca de 3 milhões de pessoas, entre brasileiros e estrangeiros. A arquidiocese de Brasília hospedará parte deles antes de viajarem até o Rio de Janeiro. O governador Agnelo Queiroz ofereceu apoio para a Igreja acolher esses jovens.
    
    Dom Sergio da Rocha contou que, em 12 de maio, a Cruz da Jornada, símbolo do evento, passará por Brasília. Na mesma data, jovens da capital federal vão dar um abraço simbólico no Hospital de Base, em referência ao tema da Campanha da Fraternidade. As Campanhas da Fraternidade da CNBB são realizadas desde 1962 e enfatizam temas importantes para a sociedade, como o meio ambiente, a violência, a fome, a moradia, os povos indígenas.
    
    Também participaram do café da manhã o secretário da Criança, Dioclécio Campos Jr.; a secretária da Mulher, Olgamir Amancia; a secretária Comunicação Social, Samanta Sallum; o secretário de Transparência e Controle, Carlos Higino Ribeiro; os deputados distritais Arlete Sampaio e Washington Mesquita.
    
  Agencia Brasilia  Da Redação

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, deu posse na tarde desta segunda-feira (2) ao novo secretário de Planejamento e Orçamento, Luiz Paulo Teles Barreto.


 Foto Roberto Barroso
Luiz Paulo Barreto assume Secretaria de Planejamento

Controle de gastos com pessoal, transparência no setor de compras e reorganização da gestão patrimonial do DF estão entre as principais metas do novo secretário

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, deu posse na tarde desta segunda-feira (2) ao novo secretário de Planejamento e Orçamento, Luiz Paulo Teles Barreto. Acompanhado do vice-governador Tadeu Filippelli, Agnelo Queiroz destacou a importância da entrada de Barreto no Governo do Distrito Federal.
    
    “Teremos à frente da Secretaria de Planejamento e Orçamento um profissional experiente que vai ajudar muito na gestão, assegurando um planejamento transparente e recursos para grandes iniciativas do nosso governo. Estamos construindo um novo DF, com ética, transparência e participação popular. E, para isso, precisamos de pessoal capacitado e recursos financeiros racionalizados e priorizados”, frisou o governador.
    
    Em discurso, Luiz Paulo Barreto ressaltou as principais metas de sua pasta, como controle de gastos com pessoal, transparência no setor de compras e reorganização da gestão patrimonial do DF. “Manteremos todo o esforço para obter uma sequência de superávits fiscais, sem comprometer os necessários investimentos públicos. As despesas de pessoal devem ser monitoradas, para não extrapolar o limite previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal. A área de compras terá holofotes sociais, transparência e severo controle. Também vamos promover a modernização legislativa que rege a administração dos imóveis do GDF”, exemplificou o secretário.
    
    Entre as atribuições da Secretaria de Planejamento e Orçamento estão o planejamento da administração pública e a elaboração orçamentária do governo, bem como o monitoramento e o controle de gastos com pessoal, de compras e da gestão patrimonial. A principal missão do novo secretário do Planejamento será reforçar a área de gestão do Governo do Distrito Federal, complementando o modelo implantado a partir da nomeação de Swedenberger Barbosa para a chefia da Casa Civil.
    
    O novo secretário integrará a Junta de Acompanhamento de Execução Orçamentária, que tem a missão de cuidar da saúde fiscal do GDF e garantir a execução orçamentária das ações prioritárias. A equipe será presidida pelo governador Agnelo Queiroz e terá Swedenberger Barbosa como secretário-executivo. O secretário de Fazenda, Marcelo Piancastelli, também fará parte do grupo.
    
    Realizada no Palácio do Buriti, a solenidade de posse contou com a presença de representantes dos três Poderes, além de diversos secretários de Estado do DF, familiares e amigos de Luiz Paulo Barreto. Prestigiaram a posse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; o ministro interino do Trabalho, Paulo Roberto; a secretária nacional de Gestão do Ministério do Planejamento, Ana Lúcia Amorim (representando a ministra Miriam Melchior); o secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas; o secretário-executivo da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Mário Theodoro; o secretário-executivo do Ministério das Cidades, Alexandre Cordeiro; e a procuradora-geral de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Eunice Carvalhido.
    
 Foto Roberto Barroso
    Perfil – Luiz Paulo Barreto nasceu no Rio de Janeiro, mas foi em Brasília, pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub), que o carioca se formou em Ciências Econômicas e Direito. Barreto ingressou no Ministério da Justiça por concurso público em 1983 e, entre fevereiro e dezembro de 2010, ocupou o cargo de ministro da pasta.
    
    Confira a íntegra do discurso de posse do secretário de Planejamento e Orçamento, Luiz Paulo Barreto.
    
    Excelentíssimo Governador do Distrito Federal, meu amigo, Agnelo Queiroz, Caros colegas secretários do governo do Distrito Federal,
    Servidores do GDF,
    Meus familiares,
    Amigos,
    
    Muito motivado, aceitei o convite do Governador Agnelo Queiroz para assumir a importante Secretaria de Planejamento e Orçamento do Distrito Federal. Essa secretaria é responsável pelo planejamento da administração pública, pela elaboração orçamentária do Governo e atua na área de tecnologia da informação. Tem como missão elaborar o orçamento público do Distrito Federal de forma que ele seja transparente e acessível à população. Com essa finalidade, destaca-se o programa Orçamento Cidadão, que segue as diretrizes da Lei de Responsabilidade Fiscal e busca interagir com a sociedade na construção de um orçamento verdadeiramente popular e democrático.
    
    Todos sabem os difíceis momentos que Brasília viveu no ano de 2010. No governo federal, como Ministro da Justiça, tive a oportunidade de acompanhar toda a crise no Distrito Federal e ajudar para uma solução democrática, que respeitasse a autonomia política e administrativa do DF.
    
    O Distrito Federal esteve às portas de uma intervenção federal. Seria a primeira no País. Além disso, no Congresso Nacional iniciou-se uma discussão quanto ao fim da autonomia política de Brasília.
    
    Tive a oportunidade de trabalhar com a Câmara Legislativa na mudança da Constituição do DF, que era a única no Brasil a prever que, em caso de vacância dupla no governo, assumiria o Presidente da Câmara Legislativa. A Constituição local foi modificada, passando a prever, como todas as outras, a eleição indireta nesses casos.
    
    Após a aprovação da eleição indireta, era preciso evitar qualquer forma de usurpação de poder ou de oportunismo político. O eleito deveria restringir-se a cumprir o mandato até o fim do ano e entregar o governo do Distrito Federal a um governador eleito, escolhido pela vontade soberana da população do DF. Aqui, cabe um destaque à corajosa, eficiente e firme atuação do Deputado Distrital Patrício, que de tudo fez para que Brasília permanecesse em sua rota democrática. Destaco, também, o fundamental papel da imprensa de Brasília.
    
    Com maturidade, cobriu os fatos jornalísticos, mas manteve-se firme na defesa da Capital e de sua autonomia política. Dentre todos os órgãos de imprensa, destaco a atuação do Correio Braziliense, por meio de seu diretor Presidente, Álvaro Teixeira da Costa, e da equipe de redação, que mostrou compromisso jornalístico e mostrou, também, amor por Brasília.
    
    Destaco, também, a seriedade e competência do Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que, presidente da Corte Suprema, deu a oportunidade de Brasília buscar sua própria solução política ao invés de um processo interventivo de resultados imprevisíveis.
    
    Assim, Vossa Excelência, Governador Agnelo, foi eleito. Em cada voto que lhe foi proferido, havia ali a esperança da população de Brasília por novos tempos. Novos tempos que consolidassem Brasília como uma cidade de excelente qualidade de vida, moderna, eficiente e com uma gestão voltada para um trabalho honesto de defesa da população. O interesse da população é que deve ditar os rumos do governo. O Governador Agnelo tem conduzido, assim, o Distrito Federal, em uma administração voltada para atender aos anseios e necessidades da nossa população.
    
    Da minha parte, governador, pode contar com todo o esforço para ajudar ao senhor e à sua equipe a melhorar, cada vez mais, o Distrito Federal, consolidando a Capital como uma cidade moderna, eficiente, segura e funcional. Em razão de meus trabalhos no Ministério da Justiça, tive a oportunidade de visitar cidades em todo o mundo e, com satisfação, verificar que Brasília tem qualidade de vida muito semelhante a várias capitais do chamado primeiro mundo.
    
    Especificamente quanto ao Orçamento, seguiremos o firme caminho do ajuste fiscal, tão importante para as administrações modernas. Não se administra com dívidas. A gestão dos recursos públicos é responsabilidade de todos. Manteremos todo o esforço para obter uma sequência de superávits fiscais, sem comprometer os necessários investimentos públicos. A lei de responsabilidade fiscal deve ser diuturnamente observada.
     
    Dessa forma, as despesas de pessoal devem ser monitoradas, a fim de que não seja extrapolado o limite previsto na lei. Sei, também, Governador, do esforço de Vossa Excelência e da Secretaria da Fazenda para modernizar e ajustar a arrecadação do DF. Honraremos esse esforço também quanto aos gastos públicos.
    
    Vamos atuar firmemente junto à área de compras da Secretaria. Deve ser uma área sob holofotes sociais, transparência e severo controle. Além disso, deve trabalhar com a velocidade que as grandes realizações de seu governo demandam. Ajustar segurança e agilidade será o mais importante papel desse setor.
    
    Outra área sobre a qual pretendo dedicar especial atenção é a reorganização da gestão patrimonial do DF, promovendo em conjunto com a Secretaria de Fazenda, a modernização legislativa que rege a administração dos imóveis de propriedade do GDF, permitindo melhorar suas destinações, com revisão de locações e até mesmo venda, aumentando-se a receita pública.
    
    Trabalharei com a Casa Civil e com a Secretaria de Fazenda de maneira absolutamente integrada, missão já simplificada por sua iniciativa, governador, de criar a Junta Orçamentária. Aqui, gostaria de saudar o meu caro amigo Swedenberger Barbosa, o Berger, companheiro de anos de luta no governo federal a quem muito respeito, tanto no aspecto profissional, quanto no aspecto pessoal.
    Nos últimos anos, várias visões foram apresentadas sobre o déficit público.
    
    Comumente, os déficits ocorrem por razões de ordem puramente fiscal. Mas há, também, causas de ordem político-institucionais. Parcela significativa dos gastos públicos está vinculada a um conjunto de encargos ligados a antigas decisões orçamentárias e ao funcionamento corrente da administração. Não refletem medidas novas. Mas essas são permanentemente demandadas. Do ponto de vista fiscal, assim, autorizar uma nova despesa significa avaliar as despesas já existentes, assim como as fontes de receitas. Do contrário, haverá necessidade de financiamento de gastos e não de novos projetos. Esse será o maior desafio a se enfrentar no equilíbrio de contas e na formação do superávit primário. E, com muito mérito, em 2011, Brasília obteve resultado primário, o que não ocorria desde o ano de 2008.
    
    Precisamos, ainda, estar atentos à guerra fiscal que se instalou entre os Estados brasileiros. O Supremo Tribunal Federal já mostrou preocupação com o tema e esse, certamente, é um dos assuntos que afetam o Distrito Federal. Coloco-me à disposição dos Secretários de Fazenda e da Casa Civil para discutir o assunto, em suas vertentes econômicas e jurídicas.
    
    Tenho consciência dos enormes desafios a cargo da Secretaria de Planejamento e Orçamento do Distrito Federal. Destaco, também, o excelente trabalho realizado pelo Secretário Edson Ronaldo Nascimento e equipe, no esforço de colocar a secretaria em ordem no ano de 2011. Todos sabem o quanto a secretaria foi afetada na crise de 2010 e da dificuldade de se promover uma reestruturação organizacional. Seguirei lutando para completar esse ciclo e fazer da secretaria um modelo de gestão, tudo, absolutamente tudo, com enorme transparência e controle social. Uma de nossas primeiras metas será a de estabelecer um sistema permanente de auditoria nos contratos, velando por sua boa execução, desde a forma de contratação até a excelência de resultados finais.
    
    Senhor Governador, tive a oportunidade de trabalhar em conjunto com os Ministros Márcio Thomaz Bastos, Tarso Genro e José Eduardo Cardozo , sempre colhendo de cada um deles todo o aprendizado para uma boa e honesta gestão pública.
    
    Tive, também, a honra e felicidade de servir aos governos do Presidente Lula e da Presidenta Dilma. Dois grandes líderes mundiais, que nos transmitiram diversos ensinamentos. O mais importante deles foi o de buscar, sempre, em primeiro lugar, o bem estar social. A defesa dos mais necessitados. A excelência de gestão. A união entre a técnica e a sensibilidade social. A busca por um Brasil e por um mundo melhor.
    Trabalhar na mesma linha no governo do Distrito Federal será uma honra. Brasília foi a cidade onde vivi quase a totalidade da minha vida. Aqui me formei. Aqui nasceram meus filhos. Aqui está sepultado meu pai. Por essa terra, sempre, hei de lutar.
    
    Muito obrigado, governador, pela oportunidade de contribuir para esse projeto, que honrará cada brasiliense e deixará a cidade visível aos olhos do mundo, principalmente por ocasião da Copa de 2014.
    
    Muito Obrigado. 
Evelin Campos, da Agência Brasília

Ex-presidente Lula recebe Prêmio Internacional da Catalunha 2012 pelo combate à pobreza e à desigualdade

Lula venceu por unanimidade uma eleição que contou com 177 nomes, de 57 países.

 
O presidente do governo autônomo da Catalunha, Artur Mas, anunciou nesta segunda-feira (2) que Luiz Inácio Lula da Silva foi o vencedor do 24º Prêmio Internacional Catalunha 2012. O prêmio é destinado a pessoas que tenham contribuído com o desenvolvimento de valores culturais, científicos ou humanos.

Lula venceu por unanimidade uma eleição que contou com 177 nomes, de 57 países. Durante o anúncio do prêmio, Artur Mas destacou o caráter do ex-presidente brasileiro, "que o permitiu enfrentar, com criatividade e coragem, a pobreza e a desigualdade". O catalão disse ainda que a escolha de Lula foi motivada pela luta que travou durante seus dois mandatos pelo crescimento econômico do Brasil e para "erradicar a pobreza e a miséria".

O júri, presidido pelo escritor e filósofo Xavier Rubert de Ventós, elogiou a política adotada por Lula "a serviço de um crescimento econômico justo, que colocou seu país à frente da globalização e favoreceu uma divisão mais justa da riqueza e das oportunidades".

O catalão Artur Mas também leu uma carta de Lula na qual o ex-presidente declara sua "alegria e orgulho" pelo prêmio, "uma conquista que reforça a minha convicção na importância de se lutar por uma sociedade mais justa e democrática, sem fome e sem miséria". Lula termina a mensagem dizendo que a decisão do júri "reforça a amizade e a solidariedade entre nossos povos".

Sobre o Prêmio
O Premi Internacional Catalunya é concedido anualmente desde 1989 a personalidades internacionais dos meios político, econômico e cultural. Homenageados anteriores incluem os ex-presidentes ou primeiros-ministros Jimmy Carter (EUA, 2010), Vaclav Havel e Richard von Weizsacker (Rep. Tcheca e Alemanha, compartido em 1995), Jacques Delors (França e União Européia, 1998); os intelectuais Edgar Morin (1994), Karl Popper (1989) e Claude Lévi-Strauss (2005); e os ganhadores do Prêmio Nobel Aung San Suu Kyi (Myanmar, 2008) e Amartya Sen (Índia, 1997). Também recebeu o prêmio o brasileiro de origem catalã Pedro Casaldáliga, ex-Bispo de Conceição do Araguaia (2006).
Por Instituto Lula
Segunda-feira, 2 de abril de 2012


 

domingo, 1 de abril de 2012

Secretário-chefe da Casa Civil explica os princípios que norteiam seu trabalho e as atribuições da pasta que comanda Secretaria de Comunicação

Foto Roberto Barroso
    Secretário-chefe da Casa Civil explica os princípios que norteiam seu trabalho e as atribuições da pasta que comanda
    Secretaria de Comunicação

    O secretário-chefe da Casa Civil, Swedenberger Barbosa, completa nesta segunda-feira (2) duas semanas no cargo. A convite do governador Agnelo Queiroz, ele cumpre a missão de auxiliá-lo a pôr em prática um modelo de gestão focado na eficiência de procedimentos e nos resultados. O potiguar, formado em Odontologia e pós-graduado em Saúde Pública, tem uma trajetória reconhecidamente bem-sucedida no serviço público. Trabalhou na Presidência da República nos últimos nove anos e três meses. No GDF, foi secretário de Governo entre 1995 e 1998.
     
    Apostando na experiência de Swedenberger Barbosa, Agnelo Queiroz reestruturou a Casa Civil. É de responsabilidade da pasta acompanhar a gestão governamental, garantindo a execução das prioridades estratégicas do governo. A coordenação política e a interlocução direta com os parlamentares e movimentos sociais continuam sob o comando do secretário de Governo, Paulo Tadeu.
    
    Entre as novidades da nova fase de gestão, foi anunciada, na semana passada, a criação da Junta de Acompanhamento de Execução Orçamentária. Presidida por Agnelo Queiroz e coordenada por Swedenberger Barbosa, ela  tem como principais atribuições zelar pela saúde fiscal do GDF e garantir a execução orçamentária das ações prioritárias do governo. Fazem também parte da Junta os secretários de Planejamento, Luiz Paulo Barreto, e de Fazenda, Marcelo Piancastelli.
    
    Nos últimos dias, o secretário-chefe da Casa Civil se dedicou a muitas reuniões para traçar metas e prazos das ações de governo. Participou da reunião de secretários de governo e dirigentes de órgãos e empresas públicas, onde foi apresentado o novo perfil administrativo do GDF. E, ao lado de Agnelo Queiroz, encontrou-se com os administradores regionais. Na ocasião, o governador reforçou a necessidade de uma gestão entrosada, ágil e transparente, que garanta o cumprimento das metas do governo. Swedenberger Barbosa enfatizou que o trabalho realizado pelas administrações regionais não pode estar deslocado das prioridades do governo central. Destacou também que cada cidade precisará ter mais rigor na prestação de contas.

    Em ponto a ponto à Agência Brasília, Swedenberger Barbosa explica os princípios que norteiam seu trabalho e as atribuições da Casa Civil.

        Administrações regionais – “As administrações são a ponta do governo e têm contato direto com a população. Vamos reforçar as nossas ações junto às comunidades por meio das administrações. Os administradores farão parte de uma gestão integrada e executarão as políticas e prioridades do governo unidos aos demais órgãos. Afinal, os espaços onde se realizam as ações são as cidades e, por isso, elas devem ser muito bem cuidadas. As regiões administrativas terão metas e precisarão apresentar resultados ao governador. Para isso, a unidade interna e a garra dos gestores serão essenciais.”

         Nossa cidade, nossa casa – “Temos que cuidar das nossas cidades como uma pessoa zela pela sua casa. Ninguém aceita conviver com um buraco na sala ou banheiro sujo. É preciso cuidar bem de Brasília e de todas as cidades do DF: proteger a área tombada, assegurar a limpeza urbana, garantir a usuários de transportes públicos, pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas a circulação com conforto e segurança, possibilitar o abastecimento ininterrupto de água e energia, assegurar a todos condições de higiene e saneamento.”

    Qualidade de vida – “Essas ações precisam ser imediatas e permanentes. O cidadão tem de levantar de manhã cedo e perceber que a cidade está bem cuidada. Por isso, reuni secretários e presidentes de empresas públicas para fazermos o levantamento da situação e estabelecermos métodos, prazos e critérios para melhorar a qualidade de vida no Distrito Federal. Também criamos um Comitê Técnico Permanente de Monitoramento, justamente, para dar encaminhamento rápido e eficaz às demandas da sociedade. As condições para tanto serão garantidas pela Junta de Acompanhamento de Execução Orçamentária.”
    
    Equilíbrio de forças – “Gestão e política precisam se complementar, atuar de forma equilibrada para garantir uma eficiente governabilidade. São as duas pernas que mantêm a governabilidade. Meu trabalho e do secretário de Governo, Paulo Tadeu, são complementares. Somos soldados de um comandante maior, que é o governador Agnelo Queiroz. Eu e Paulo somos amigos e militantes antigos do partido. Faremos um grande trabalho juntos.”
    
    Missão - A experiência que adquiri no governo do Distrito Federal, de 1995 a 1998, e no governo federal, sob o comando do presidente Lula e da presidenta Dilma, me dá a confiança e motivação para cumprir esta nova missão. Missão que cumprirei com práticas políticas e de gestão baseadas na ética, seriedade e transparência. Incumbiu-me o governador de colaborar com ele na coordenação da gestão e monitoramento do governo e dos programas estratégicos. Disse-me que se preocupa em dar mais efetividade às prioridades do plano de governo, pois algumas delas, por questões administrativas e rastros de uma herança política desastrosa, têm sido executadas aquém do que a população deseja e é necessário para o desenvolvimento da capital do País.”

        Junta de Acompanhamento de Execução Orçamentária – “Presidida pelo governador Agnelo Queiroz e coordenada por mim, ela conta também com os secretários de Planejamento, Luiz Paulo Barreto, e de Fazenda, Marcelo Piancastelli. A junta tem a missão de cuidar da saúde fiscal do GDF e de garantir a execução orçamentária das ações prioritárias da gestão. Na semana passada, o governador e eu tivemos a oportunidade de apresentá-la e explicar suas atribuições aos secretários de governo, administradores regionais e dirigentes de órgãos e empresas públicas.”

       Unidade de gestão – “Entendo que a maneira mais eficiente de se trabalhar é num ambiente de harmonia. E é no que quero vir a somar. Para a administração pública ter êxito, é preciso unidade interna na equipe, compromissos bem definidos, autoridade governamental reconhecida e um modelo de gestão eficaz e de qualidade. Os compromissos assumidos, como no Orçamento Participativo, devem ser executados, acompanhados e monitorados de forma a cumprir prazos.”

         Sintonia com o governo federal – “É um momento especial para a capital da República ter um governo apoiado pela presidenta Dilma Rousseff. Já temos vários programas em parceria com o governo federal e poderemos potencializar isso ainda mais. É uma interface, uma sinergia natural entre os dois governos. A integração cada vez maior aos programas federais, como o da erradicação da extrema pobreza em nosso território, ampliação do Minha Casa Minha Vida, o monitoramento eletrônico de áreas de risco à segurança da população, o tratamento adequado aos resíduos sólidos, combinando respeito ao meio ambiente à inclusão socioeconômica dos catadores e as medidas urgentes na saúde pública, seguramente compõem, junto com outras inúmeras ações, o elenco de possibilidades pela frente. Naturalmente consideramos que a educação é e será sempre uma prioridade para qualquer governo comprometido com a juventude, o presente e o futuro.”
    
    Experiência – “Tive o prazer de trabalhar diretamente com o ministro Gilberto Carvalho, Secretário-Geral da Presidência República, nos oito anos do governo do presidente Lula e neste primeiro ano e alguns meses de governo da presidenta Dilma. Volto ao Palácio do Buriti, quase 14 anos depois de aqui ter exercido uma função semelhante à que assumo agora. Permanece em mim a forte disposição de trabalhar pelo Distrito Federal, pela nossa capital e pelo povo brasiliense.”
    
    Lula – “Tive a honra de receber uma mensagem assinada pelo presidente Lula em minha posse. Como ele bem disse, “Brasília vive hoje uma etapa crucial da sua história. O governador Agnelo Queiroz e sua equipe estão cumprindo missão espinhosa, mas fundamental: resgatar a administração pública e a credibilidade do Distrito Federal. E isso não se faz da noite para o dia, como num passe de mágica. Além de firmeza ética e competência política, exige  muita paciência e perseverança, qualidades que o atual governo tem de sobra. O importante é que os resultados já começam a aparecer e tenho certeza de que serão cada vez melhores e mais evidentes no próximo período.”

As suspeitas envolvendo o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) têm paralisado o trabalho da oposição no Congresso.

As suspeitas envolvendo o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) têm paralisado o trabalho da oposição no Congresso. O grupo, que já é minoritário, agora precisa lidar com o peso das suspeitas sobre o senador, uma de suas principais lideranças. Na avaliação do líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), o caso tem prejudicado o trabalho da oposição, principalmente, pelo “constrangimento” que tomou conta da bancada.

“A oposição já estava limitada numericamente com todas as dificuldades possíveis e imagináveis, reconhecidas por alguns e não por outros, ‘esculhambada‘ por alguns. É evidente que um caso como esse paralisa. Há uma interlocução que precisa ser feita com o DEM, mesmo que o partido já esteja muito limitado no Senado, apenas com quatro senadores. Mas há também a interlocução com quem está na Câmara, em número maior. Esse caso é ruim para a oposição, principalmente pelo constrangimento”, disse o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), em entrevista à Agência Brasil.

 Demóstenes Torres é suspeito de ligações estreitas com o empresário Carlinhos Cachoeira, investigado pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo. Gravações feitas pela Polícia Federal registraram solicitação de dinheiro a Cachoeira, feitas pelo senador e informações privilegiadas repassados por Demóstenes para o controlador do jogo ilegal em Goiás.

 Dias reclamou que a demora na escolha de um presidente para o Conselho de Ética do Senado, responsável pela decisão de dar andamento à representação apresentada pelo PSOL contra Demóstenes, por quebra de decoro parlamentar, tem servido para aumentar ainda mais o constrangimento no Senado.

“O que eu defendo é agilização. Acho que já erraram marcando uma reunião, não para esta semana, mas para a outra, para reunir o Conselho de Ética e eleger o presidente. Com isso, já se perde uma semana, quando, a meu ver, o correto seria apressar tudo para encerrar isso”, reclamou o senador tucano. “É uma agenda negativa para o Senado que deve ser encerrada o quanto antes possível”.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), convocou a reunião do conselho para o dia 10, na terça-feira após o feriado da Semana Santa. O objetivo da reunião é eleger um presidente para o órgão. O titular do cargo, senador João Alberto de Souza (MA), se licenciou do Senado no final do ano passado para assumir um cargo no governo do Maranhão e o senador Jayme Campos (DEM-MT) está no cargo de forma interina.

 De acordo com o regimento do Senado, a decisão de acatar o pedido do PSOL é tomada de forma monocrática pela presidência do Conselho de Ética, que prevê ainda recurso assinado por cinco membros do conselho. “Se eventualmente ele não acolher [o presidente do Conselho de Ética], aí, com a assinatura de cinco membros, o Conselho é o obrigado a instaurar o processo”, explicou Álvaro Dias.

“O assunto é tão sério que tinha que fazer a reunião na terça-feira, desta semana, e já designar o relator. Na outra terça-feira, se fosse o caso, ouvir o senador Demóstenes apresentando sua defesa prévia”, reclamou Álvaro Dias.

 Ao longo da semana, as suspeitas contra Demóstenes se avolumaram, na medida em que novas gravações são divulgadas pela imprensa. De acordo com antigos interlocutores do senador ele tem preferido se isolar à buscar apoio.

“A última manifestação dele foi a carta na qual disse que, assim que tivesse acesso ao teor do inquérito, apresentaria as explicações. Depois disso ele não nos procurou mais. Não se manifestou mais. Tenho a impressão de que ele se isolou”, disse Álvaro Dias.

 Já o líder do DEM na Câmara dos Deputados, deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), disse que Demóstenes não mantém contato com nenhum colega do partido desde a última quinta-feira (29). “Não nos falamos desde de quinta-feira. Mas de lá para cá surgiram fatos novos. Tudo que ele nos falou antes não tem mais atualidade. A iniciativa de nos procurar tem que partir dele”.

Demóstenes tem até segunda-feira à noite para apresentar explicações ao DEM. Na avaliação do deputado baiano, a situação de Demóstenes está “complicada" e "difícil” de ser revertida. “Ele (Demóstenes Torres) pediu um prazo para apresentar explicações contundentes e nós demos. Mas consideramos muito difícil reverter esse quadro em função das denúncias recentes”.
Agência Brasil