terça-feira, 17 de abril de 2012

CAMPO DEMOCRÁTICO SOCIALISTA PARTIDO DOS TRABALHADORES – DF NOTA DE APOIO AO DEPUTADO FEDERAL PAULO TADEU

CAMPO DEMOCRÁTICO SOCIALISTA
PARTIDO DOS TRABALHADORES – DF
NOTA DE APOIO AO DEPUTADO FEDERAL PAULO TADEU

O Campo Democrático Socialista reitera a sua confiança e apoio no trabalho desempenhado pelo Secretário de Governo do Distrito Federal, Paulo Tadeu, diante do envolvimento de gestores públicos, empresários e parlamentares com o contraventor Carlinhos Cachoeira, como aponta o relatório da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal.

Sabe-se que o companheiro Paulo Tadeu, nos seus 15 anos de vida pública, sendo eleito deputado distrital por três mandatos (1998-2010) e deputado federal do PT com 164.555 votos, em 2010, sempre pautou o seu mandato pela luta dos trabalhadores, o compromisso em combater as desigualdades sociais e pela ética, não tendo nada que desabone sua conduta e sua atuação parlamentar.
Foi ele o relator da CPI da Corrupção, na Câmara Legislativa do DF, em 2009, que pediu o indiciamento de 22 pessoas acusadas de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e tráfico de influência no Governo Arruda.
Esse processo de calúnias é fruto da derrota política e moral de grupos políticos que governaram a nossa cidade nos últimos 12 anos. Inconformados com a derrota eleitoral, esses setores contam com o apoio da grande mídia para tentar envolver o Secretário Paulo Tadeu e o Governo do Distrito Federal em acordos escusos com a contravenção e empresas inidôneas.
Dessa forma, o deputado Paulo Tadeu, a frente da Secretaria de Governo, continua defendendo os interesses da população do DF com ética e transparência. Para tanto, conta com o apoio dos movimentos sociais, lideranças comunitárias e sindicais a fim de combater interesses ilícitos e exigir rigor nas investigações e na apuração dos envolvidos com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Coordenação do Campo Democrático Socialista
Brasília, 16 de Abril de 2012
Escola de Expressão e Comunicação Comunitária/Rede Comunitária de Comunicação

Diálogo e embate de duas gerações de escritores

Estrelas da literatura argentina se encontram na 1ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura
    Secretaria de Cultura

    O terceiro encontro da Jornada Literária da América Hispânica da 1ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura uniu dois autores argentinos de gerações e gêneros distintos. A jovem Samanta Schweblin, de 33 anos, considerada a “a grande promessa da literatura argentina”, e o Mempo Giardinelli, um dos mais premiados e traduzidos autores argentinos de sua geração, conhecido do público brasileiro pelo sucesso de Luna Caliente, romance de 1983, adaptado para a televisão. Dois pensamentos diferentes, mas de alguma forma complementares, que concordam num ponto: “cada geração precisa cometer o parricídio da antecessora para poder existir”.
    
    O debate foi mediado pelo escritor e tradutor brasileiro Eric Nepomuceno, que instigou os autores a se questionarem sobre o significado do conceito de “geração”. Para Samanta, não é muito clara a noção de que uma geração literária implica questões estilísticas. Segundo a autora, sua geração é marcada por vozes muito particulares, originais, que se movem em gêneros e mundos muito diversos e que têm um ponto em comum: “Somos a geração A: ateus, apolíticos, adogmáticos”, afirmou.

    Para Mempo Giardinelli, uma gera ção é caracterizada por uma maneira de olhar para a literatura de um país de forma etária. “Eu sou de uma geração que veio depois do ciclo de ouro da literatura latino-americana. Tínhamos que cometer um parricídio. Nós os amávamos, mas tínhamos que nos separar deles”, afirmou. E explicou: “Na Argentina, as gerações funcionam deforma muito egoísta. Acho que a geração de Samanta não recebeu o peso que tínhamos”. Ao que Samanta concordou: “Não sobrou muitos autores por matar”, disse sorrindo. “A ditadura cuidou de mais da metade deles. Cortázar, Borges, Casares são como nossos avós e isso nos deixou com muita liberdade para criar”.
    
    Mas tamanha liberdade foi questionada por Mempo Giardinelli, que vê alguns excessos: “Me preocupam os parricídios que reescrevem a história. É uma atitude iconoclasta”, provocou. “A categoria ‘novos’ é muito questionável, pois cada geração é fruto de seu tempo. A nossa foi a geração da tragédia. Essa é a da democracia”. Ao que Samanta rebateu: “Existem as utopias pessoais”.
    
    No entanto, não foi só de discordância que se fez o encontro. A plateia se divertiu com a revelação de Samanta de que vários leitores dizem que ela escreve como um homem e a de Mempo que afirmou que, no início de sua carreira, muitos lhe diziam que sua escrita era feminina. Mas há uma escrita caracterizada pelo sexo do autor?, provocou Nepomuceno. Ao que Mempo prontamente respondeu: “A literatura não tem sexo”.
    
    Samanta Schweblin brincou com o fato de editores pensarem nela como uma promessa para o romance, como se a opção pelo conto fosse apenas um território da aprendizagem e não uma escolha pessoal. “Se eu tiver uma ideia um dia que vá além de 10 páginas, escrevo um romance. Mas sempre que penso num assunto se parece a um conto”, relatou. A autora também fez uma revelação surpreendente: “Aos 11 anos de idade, parei de falar tão completamente que meus professores chamaram meus pais e disseram que se eu não freqüentasse umpsicanalista não me deixariam passar para o segundo grau”. E refletiu: “Achoque foi por isso que comecei a escrever. Isso é estranho, porque os livros me põem na posição de falar. Tenho uma relação muito artesanal e pessoal com o que faço”.
    
    O mestre Mempo Giardinelli também teve seu momento confessional: “Eu tenho muito medo de escrever um texto medíocre, uma novela insignificante. Por isso, cada vez escrevo menos e me censuro mais. Lamento ter perdido aquele frescor. A busca do equilíbrio pode ser também o grande caminho para o desequilíbrio. Terminei meu último romance há um ano e ele continua lá, em maturação. É preciso que um texto amadureça”. E Mempo também contou que, de sua imensa biblioteca familiar, de 15 mil volumes (que ele leu quase toda), o que considera mais precioso é sua coleção completa de Monteiro Lobato. “Eu me criei lendo Monteiro Lobato e hoje lamento que não haja novas edições dele na Argentina”.
    
    Já Samanta contou ter aprendido a ler com os norte-americanos. Disse: “Eles não fazem o leitor perder tempo. Não precisa dizer ‘muito branca’ se uma coisa é ‘branca’. É preciso encontrar o peso de cada palavra”. Sua literatura reflete este aprendizado.

Dilma cobra seriedade de todos na batalha contra os corruptos

Publicado em 17 de Abril de 2012 por Redação
Presidente falou ao lado de Hillary Clinton em evento em Brasília
Presidente falou ao lado de Hillary Clinton em evento em Brasília

Dilma cobra seriedade de todos na batalha contra os corruptos


A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira que o Brasil não vai tolerar o mal feito e defendeu a qualidade do gasto público. Dilma também cobrou da iniciativa privada, em especial ao setor financeiro, o combate à corrupção. A presidente falou durante a Parceria para um Governo Aberto, um evento sobre transparência governamental, do qual o Brasil é co-presidente.
"A qualidade do gasto público exige que o recurso chegue ao cidadão pelo montante que é devido, que não se desvie pelo meio do caminho e abasteça canais de corrupção e isso tudo na forma de bons e adequados serviços", disse a presidente.
"Obrigatória para o Estado, a transparência e o compromisso com o bem público também devem ser exigidos dos agentes privados, cujas condutas afetam diretamente a vida dos cidadãos", disse.
"Permitam-me mencionar o setor financeiro e destacar que quando não há regulação, monitoramento adequados, os fluxos financeiros internacionais, por exemplo, são passíveis de manipulação com prejuízo para toda a economia mundial e para as conquistas sociais dos países", exemplificou.
"A eficiência e o combate à corrupção são duas faces da mesma moeda que têm de caminhar juntas", disse a presidente, referindo-se a melhoria da gestão dos recursos públicos. "Não teremos tolerância com nenhum mal feito", garantiu Dilma.
Durante o discurso, a presidente elogiou as instituições brasileiras, como o Ministério Público, a Polícia Federal e o poder Judiciário. Ela classificou também a Lei de Acesso à Informação, que entrará em vigor no dia 16 de maio, como uma das "mais avançadas em matéria de informações públicas".
Dilma participou ao lado da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, da abertura da reunião anual da Parceria para o Governo Aberto, uma parceria entre 53 países para discutir e incentivar práticas como transparência orçamentária, acesso público à informação e participação social. Até quarta-feira, estarão reunidos cerca de 500 delegados, entre representantes da sociedade civil, empresas e governos.

Exclusivo: Dadá investigou Dilma, Dirceu e Carvalho

Exclusivo: Dadá investigou Dilma, Dirceu e Carvalho Foto: Montagem/247

Inquérito sigiloso está em poder do ministro Luiz Fux, do STF, e envolve ainda o deputado Protógenes Queiroz (PC do B/SP); material foi apreendido no apartamento de Dadá em Brasília e em outros cinco endereços frequentados pelo delegado que conduziu a Satiagraha; por Fernando Porfírio

17 de Abril de 2012 às 14:58
Fernando Porfírio _247 – A espionagem não tem limites. O Supremo Tribunal Federal (STF) conduz, em sigilo, dois inquéritos nos quais apura os motivos que levaram o ex-sargento da aeronáutica Idalberto Matias de Araújo a espionar a hoje presidente Dilma Roussef. Além de Dadá, as investigações envolvem o deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP).
O material foi apreendido no apartamento 107, da SQN 410-Bloco K, na Asa Norte, de Brasília, endereço do militar reformado e em outros cinco locais frequentados pelo hoje deputado Protógenes Queiroz.
As duas investigações foram citadas, em 29 de fevereiro, pelo ministro Luiz Fux, ao determinar o arquivamento de um recurso contra Protógenes Queiroz. Fux lembrou que os inquéritos correm em segredo de justiça e apuram trabalho de espionagem sobre autoridades da República.
No caso apreciado por Fux estava em questão pedido para compartilhar o material sigiloso do inquérito do araponga Dadá na investigação que apurava suposta participação de Protógenes no incidente de invasão, por integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terras), da Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, empresa do banqueiro Daniel Dantas.
As investigações sigilosas no Supremo são comandadas pelos ministros Ayres Britto e Dias Toffoli. O material de espionagem, que envolvia outras autoridades do governo federal, foi apreendido durante a chamada Operação Satiagraha, conduzida pelo deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP).
O material foi parar no STF a pedido do juiz Ali Mazloum, titular da 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Em novembro de 2010, o magistrado julgou procedente denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e condenou o então delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz pelos crimes de quebra de sigilo funcional e fraude processual.
O MPF acusou Protógenes e o escrivão Amadeu Bellomusto de vazarem informações sigilosas da Satiagraha para a Rede Globo. O deputado foi condenado a três anos e quatro meses de prisão. A pena, no entanto, foi convertida em prestação de serviço à comunidade. Protógenes recorreu da sentença. O recurso está sendo apreciado pelo ministro Ayres Britto.
Em janeiro do ano passado, após a diplomação de Protógenes como deputado federal, o juiz Mazloum remeteu peças do inquérito para o STF. Entre as peças estão materiais apreendidos em endereços de Protógenes e do sargento Dadá.
O material apreendido com a dupla envolveria, em tese, investigação sigilosa, de “monitoramento de autoridades com prerrogativa de foro”, entre elas os então ministros Dilma Roussef, Gilberto Carvalho e José Dirceu.

Novamente estamos diante da mesma tentativa de veículos de comunicação - Veja à frente - de desviar o foco das investigações das relações entre o crime organizado, comandado pelo grupo do contraventor Carlos Cachoeira, e governos, instituições de Estado como polícias e MP, e políticos, entre os quais se destaca o senador Demóstenes Torres. Com base em nota do site do Mino Pedrosa - aliado de Cachoeira - vem a público novamente notícia veiculada pela revista há um ano sobre um contrato de consultoria que minha empresa deu à Delta para análise de investimentos na América Latina. A notícia volta, agora, no JN da Globo que, ao expor as ligações do crime organizado com políticos da oposição, quase esconde o principal personagem da história, o senador Demóstenes Torres.
Publicado em 17-Abr-2012