Fonte: blogger Claudio Humberto
quarta-feira, 14 de março de 2012
BRB aguarda aprovação de projeto para construção de Centro Tecnologico
Um projeto de lei que altera a destinação de um lote na Cidade Digital, para ser utilizado na construção de um Centro Tecnológico do Banco de Brasília (BRB) foi apresentado durante audiência pública, na última segunda (12). Desde o início de 2011, o BRB realizou diversas reuniões com representantes da Secretaria de Ciência e Tecnologia, Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), Departamento de Trânsito do DF (Detran/DF) e com a Secretaria de Habitação, que culminaram com a apresentação deste projeto, possibilitando a mudança de destinação. O BRB aguarda agora a aprovação pela Câmara Legislativa. Segundo o Banco, sua área de tecnologia gera 212 empregos diretos (106 aprovados no último concurso), 500 indiretos, além de ser uma fomentadora do desenvolvimento da indústria de Tecnologia da Informação em Brasília.
Fonte: blogger Claudio Humberto
Pepe Vargas toma posse como ministro do Desenvolvimento Agrário
14/03/2012 06:19
Foto: Albino Oliveira / MDA |
Em cerimônia concorrida, com a presença de governadores e parlamentares, entre outras autoridades, o novo ministro falou sobre as conquistas do MDA nos últimos anos e apontou seus planos para o setor. "Está surgindo um novo Brasil rural, com novas oportunidades para quem quer trabalhar na terra. Vamos dar continuidade às políticas articuladas pelo MDA que vem ampliando o papel do campo no projeto de desenvolvimento sustentável do país", apontou Pepe.
O campo brasileiro, apontou o ministro, é muito heterogêneo sob o ponto de vista econômico e social. "Sonhamos com um Brasil rural plenamente desenvolvido, constituído por uma enorme classe média rural", afirmou Pepe Vargas. Para tal, destacou, é preciso elevar a renda das famílias que ainda vivem na extrema pobreza e ter um olhar diferenciado para a agricultura familiar consolidada.
A agricultura familiar produz 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros, lembrou Pepe. "Queremos não só ampliar essa participação do setor no consumo das famílias brasileiras, mas produzir ganhos de produtividade e melhoria da qualidade do trabalho rural. Vamos fortalecer a agricultura familiar e buscar a superação da pobreza extrema no meio rural brasileiro".
Em seu discurso de transmissão do cargo, o ex-ministro Afonso Florence desejou sucesso a Pepe Vargas na condução da pasta e afirmou sentir-se honrado por ter participado da transformação que vem sendo promovida pelo ministério no campo. "Criamos instrumentos e políticas públicas que têm resultados incontestes. Dos 28 milhões de homens e mulheres que saíram da faixa da pobreza e da pobreza extrema, quatro milhões e oitocentos mil vivem no meio rural", disse.
Agnelo constata avanço nas obras do Expresso DF
Projeto do VLP ligará Gama, Santa Maria e Park Way ao Plano Piloto
O Expresso DF é um modelo de transporte coletivo constituído por veículos articulados ou biarticulados que trafegam em vias específicas. Serão ônibus modernos, confortáveis e eficientes, com capacidade para 200 passageiros. A licitação para as empresas será a mesma lançada no início do mês pelo governador, em relação ao transporte público do DF e funcionará nos moldes das cinco bacias. Agnelo afirmou que Brasília terá um transporte moderno, exclusivo, que irá melhorar o transporte coletivo na cidade. “Essa primeira etapa é uma extensão de 35 km, que transportará 20 mil pessoas nos horários de pico. O tempo que as pessoas gastam hoje, que é de 1 hora e 30, será reduzido pela metade. Elas terão mais tempo para as famílias, para lazer e educação. O transporte público será mais eficiente e melhor que o individual. Este é o grande objetivo do governo. Isso vai assegurar um trânsito rápido e exclusivo”, disse.
O trânsito será livre, com controle absoluto do trajeto por meio das centrais de operação e terá faixas exclusivas, criadas nos canteiros centrais. Essa é a segunda grande obra de Brasília (a primeira é a construção do novo estádio) e ficará pronta até julho de 2013. “Vamos trabalhar com determinação este objetivo. A Copa do Mundo (2014) acabará, mas este legado ficará para o povo do DF”, destacou.
Além disso, há o objetivo de fazer o Expresso Norte, que ligará Sobradinho e Planaltina. E, depois, um que ligue Ceilândia e Taguatinga, na EPTG. As obras são executadas pelo DER e custarão R$ 530 milhões.
Governo
Lei sancionada
Agnelo Queiroz assinou o projeto de lei que tem brecha para os distritais comprarem carros novos, porém afirma que isso não tem nada a ver com a redução de gastos do GDF. “Sancionei a lei de uma proposta que a Câmara Legislativa fez e tem a autonomia de fazer a gestão de sua estrutura, como em qualquer instituição, não tem alteração de cortar gastos ou fazer com esta sanção”, disse.
Proteção a mendigos
O governador Agnelo disse que hoje será anunciado um projeto para proteger os mendigos e indigentes do DF. “Terei uma reunião com a ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, e vamos anunciar uma política específica para proteger todos os moradores de rua, dar alternativas seguras para eles e tirá-los dessa condição, com inclusão social, tratamento médico e inserção no mercado de trabalho. Para isso, faremos parcerias com instituições do DF e igrejas, para reduzir a violência”, contou.
Redação Jornal Coletivo
Aviso aos navegantes: Dilma não é Collor
Foto: Divulgação
A cartada da presidente na Câmara e no Senado já desperta fantasmas do passado; “todos os presidentes que tentaram governar sem o Congresso terminaram mal”, é o que dizem; a diferença é que Dilma, popular e sem agenda parlamentar, pode ousar mais e não deve temer Renan, Jucá e Sarney
Quem pode mais? Uma presidente com mais de 70% de aprovação popular e eleita com votação esmagadora ou uma trinca de senadores impopulares formada por José Sarney, Renan Calheiros e Romero Jucá? No fundo, é isso que está em discussão no País, desde que a presidente decidiu peitar o Congresso, após ser derrotada numa votação importante, que indicaria um de seus aliados para uma agência reguladora. Como se diz na gíria, Dilma pagou pra ver, ao indicar Eduardo Braga para o lugar de Jucá. Ao fazer isso, a presidente sinalizou que, nas relações com o Congresso, ela também fala grosso.Essa escolha pelo confronto alarmou os principais colunistas políticos do País. No artigo “O clube na esquina”, publicado nesta quarta-feira no Estado de S. Paulo, Dora Kramer disse que o “clube do ´te pego na esquina´ desde ontem tem nova diretoria: Jucá, Renan e Sarney”. Ela também lembrou o caso de um ex-presidente, Fernando Collor de Mello, que ousou desafiar o Congresso e terminou mal. “Para citar um exemplo recente guardando as proporções, pergunte-se a Fernando Collor se hoje repetiria o exercício de imperialismo na relação com o Congresso se lhe fosse dada uma segunda chance na presidência”.
Na mesma linha, Josias de Souza, da Folha de S. Paulo, disse que Dilma brinca com os lobos do Congresso movida pela ilusão de que são gatinhos inofensivos. “A tática de Dilma parte de uma premissa falsa. Coisa de política neófita. Onde a presidente enxerga felinos domesticados não há senão feras criadas. Lobos e raposas já farejam os próximos movimentos do porrete. E não se dispõem a oferecer graciosamente nem a cabeça nem o rabo”, diz ele. Ou seja: o Congresso seria hoje um grande covil de traidores esperando a primeira oportunidade para pegar Dilma na esquina, como disse Dora Kramer. Em editorial, o jornal Estado de S. Paulo também destacou o “momento de afirmação” da presidente, mas lembrou que ela talvez não tenha calculado os riscos da manobra.
Por que tanto medo, afinal?
No entanto, de que têm medo os principais editorialistas do País? Será, como afirma nosso colunista Hélio Doyle (leia mais aqui), que Sarney, Renan e Jucá são mesmo tão poderosos quanto acham que são? Será que eles têm mesmo o direito sagrado de emparedar um governo democraticamente eleito? São legítimas as barganhas que fazem em troca de apoio parlamentar? Nenhum dos três resistiria a investigações aprofundadas sobre seus métodos políticos – no caso de Sarney, há até uma operação da PF adormecida, a Boi Barrica, que, a qualquer momento, poderá ser ressuscitada. E talvez fossem eles os que devessem ter medo de Dilma. Não o contrário.
O fato é que a presidente agiu com ousadia porque, efetivamente, pode mais do que seus antecessores. Navega numa popularidade que oscila entre 70% e 80%, conduz uma economia que vai bem, no contexto internacional, e, em Brasília, tem-se a sensação de que ela é uma das únicas pessoas bem-intencionadas, cercada por um oceano de interesses espúrios. Se é verdade ou não, pouco importa. Dilma cultiva uma imagem de xerife.
Portanto, que se faça o aviso aos navegantes: não há o menor paralelo entre Dilma e Collor. Ela ousa porque pode ousar. E não porque acha que pode. Além disso, sua agenda de reformas, é mínima. Se o Congresso decidir trabalhar contra o governo, sairão desmoralizados deputados e senadores – e não a presidente.
Renan Calheiros, José Sarney e Romero Jucá não são gatinhos inofensivos. Mas também não são lobos. São tigres de papel.
Na mesma linha, Josias de Souza, da Folha de S. Paulo, disse que Dilma brinca com os lobos do Congresso movida pela ilusão de que são gatinhos inofensivos. “A tática de Dilma parte de uma premissa falsa. Coisa de política neófita. Onde a presidente enxerga felinos domesticados não há senão feras criadas. Lobos e raposas já farejam os próximos movimentos do porrete. E não se dispõem a oferecer graciosamente nem a cabeça nem o rabo”, diz ele. Ou seja: o Congresso seria hoje um grande covil de traidores esperando a primeira oportunidade para pegar Dilma na esquina, como disse Dora Kramer. Em editorial, o jornal Estado de S. Paulo também destacou o “momento de afirmação” da presidente, mas lembrou que ela talvez não tenha calculado os riscos da manobra.
Por que tanto medo, afinal?
No entanto, de que têm medo os principais editorialistas do País? Será, como afirma nosso colunista Hélio Doyle (leia mais aqui), que Sarney, Renan e Jucá são mesmo tão poderosos quanto acham que são? Será que eles têm mesmo o direito sagrado de emparedar um governo democraticamente eleito? São legítimas as barganhas que fazem em troca de apoio parlamentar? Nenhum dos três resistiria a investigações aprofundadas sobre seus métodos políticos – no caso de Sarney, há até uma operação da PF adormecida, a Boi Barrica, que, a qualquer momento, poderá ser ressuscitada. E talvez fossem eles os que devessem ter medo de Dilma. Não o contrário.
O fato é que a presidente agiu com ousadia porque, efetivamente, pode mais do que seus antecessores. Navega numa popularidade que oscila entre 70% e 80%, conduz uma economia que vai bem, no contexto internacional, e, em Brasília, tem-se a sensação de que ela é uma das únicas pessoas bem-intencionadas, cercada por um oceano de interesses espúrios. Se é verdade ou não, pouco importa. Dilma cultiva uma imagem de xerife.
Portanto, que se faça o aviso aos navegantes: não há o menor paralelo entre Dilma e Collor. Ela ousa porque pode ousar. E não porque acha que pode. Além disso, sua agenda de reformas, é mínima. Se o Congresso decidir trabalhar contra o governo, sairão desmoralizados deputados e senadores – e não a presidente.
Renan Calheiros, José Sarney e Romero Jucá não são gatinhos inofensivos. Mas também não são lobos. São tigres de papel.
Vaccarezza serviu com competência e lealdade ao governo
Vaccarezza serviu com competência e lealdade ao governo

Vaccarezza serviu com competência e lealdade ao governo
Publicado em 14-Mar-2012
Vaccarezza
A quem interessa vazar a informação de que o líder Candido Vaccarezza teria sido incompetente e desleal com a presidenta? Que ele não teria o apoio da base do governo? Ao PT e a sua bancada? Claro que não. Aos que ambicionavam seu cargo? Espero que não. Pior é apresentar como causa da sua substituição por Arlindo Chinaglia, natural e legítima, um direito líquido e certo da presidenta, as derrotas do governo na votação dos royalties da Petrobras ou do Código Florestal. Cândido Vaccarezza serviu com competência e lealdade aos governos do presidente Lula e da presidenta Dilma, à sua bancada, ao seu partido e aos aliados. E a própria oposição é testemunha. Lamentável que não seja reconhecido.
Vaccarezza serviu com competência e lealdade ao governo
O novo líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), mal tomou posse, ontem. E já começa o disse me disse.
De novo, pergunto, a quem interessa vazar a informação de que o líder Candido Vaccarezza teria sido incompetente e desleal com a presidenta? Que ele não teria o apoio da base do governo? Ao PT e a sua bancada? Claro que não. Aos que ambicionavam seu cargo? Espero que não. Pior é apresentar como causa da sua substituição por Arlindo Chinaglia, natural e legítima, um direito líquido e certo da presidenta, as derrotas do governo na votação dos royalties da Petrobras ou do Código Florestal.
Nenhum dos dois assuntos teve qualquer coisa a ver com o líder do governo e, sim, com a própria divisão da bancada do PT. No caso do Código Florestal, ele foi resultado da posição da imensa maioria dos Estados. No caso dos royalties, os entendimentos passam pelos governadores e suas bancadas.
Assim, segundo alguns, uma mudança na liderança da Câmara, da forma como aconteceu, acabou contaminada pela mudança no Senado, fruto direto de uma votação específica – a aprovação do nome à diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) - e de questões internas do PMDB.
Cândido Vaccarezza serviu com competência e lealdade aos governos do presidente Lula e da presidenta Dilma, à sua bancada, ao seu partido e aos aliados. E a própria oposição é testemunha. Lamentável que não seja reconhecido.
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
De novo, pergunto, a quem interessa vazar a informação de que o líder Candido Vaccarezza teria sido incompetente e desleal com a presidenta? Que ele não teria o apoio da base do governo? Ao PT e a sua bancada? Claro que não. Aos que ambicionavam seu cargo? Espero que não. Pior é apresentar como causa da sua substituição por Arlindo Chinaglia, natural e legítima, um direito líquido e certo da presidenta, as derrotas do governo na votação dos royalties da Petrobras ou do Código Florestal.
Nenhum dos dois assuntos teve qualquer coisa a ver com o líder do governo e, sim, com a própria divisão da bancada do PT. No caso do Código Florestal, ele foi resultado da posição da imensa maioria dos Estados. No caso dos royalties, os entendimentos passam pelos governadores e suas bancadas.
Assim, segundo alguns, uma mudança na liderança da Câmara, da forma como aconteceu, acabou contaminada pela mudança no Senado, fruto direto de uma votação específica – a aprovação do nome à diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) - e de questões internas do PMDB.
Cândido Vaccarezza serviu com competência e lealdade aos governos do presidente Lula e da presidenta Dilma, à sua bancada, ao seu partido e aos aliados. E a própria oposição é testemunha. Lamentável que não seja reconhecido.
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
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