quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Estrutural e Sol Nascente são as primeiras convocadas para regularização




As quadras 1 da Cidade Estrutural e as quadras 101 e 102 do Setor Habitacional Sol Nascente são as primeiras convocadas para apresentarem os documentos para regularização dos lotes. Em coletiva realizada na tarde desta terça(1º/2), o secretário de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano Geraldo Magela explicou que os moradores beneficiados não poderão ter renda familiar superior a cinco salários mínimos (R$ 3,1 mil) e terão que comprovar, através de certidão de cartório, que não possuem imóvel no Distrito Federal.

Na coletiva foi afirmado que serão investidos R$ 220 milhões em urbanização no Setor Habitacional Sol Nascente. Também serão utilizadas verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de Habitação para a urbanização das duas áreas. Os moradores terão um mês para apresentarem todos os documentos e após a entrega, receberão a escritura do lote no prazo de seis meses. A convocatória sai nesta quinta-feira (2/2) no Diário Oficial.
Helena Mader fonte C/B

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

DILMA FAZ A COISA CERTA EM CUBA


                         
                          



                Em 1989 o diretor do jornal em que eu trabalhava me contou que estava pensando em mandar um correspondente para Havana, para acompanhar de perto a inevitável queda do socialismo em Cuba. O muro de Berlim havia caído e ele, como tantos outros jornalistas, acadêmicos, analistas e especialistas, não tinha a menor dúvida de que Fidel Castro não conseguiria manter seu governo e seria morto ou pediria asilo em algum país. Naquela mesma época, na Flórida, exilados cubanos contrataram advogados para garantir que, de volta a Cuba, retomariam suas fazendas, indústrias e mansões, confiscadas pelos revolucionários a partir de 1959.
                O jornal não mandou correspondente para Havana, o sistema político e econômico em Cuba continua o mesmo e os exilados ainda estão na Flórida, sem o que consideram serem suas propriedades na ilha. E Fidel continua vivo, fez seu sucessor e mora na capital cubana. Assim, erraram todos: jornalistas, acadêmicos, analistas e especialistas. Foram derrotados pelo desconhecimento da realidade cubana, pelo superficialismo de suas análises e por colocar, acima de tudo, o desejo político e ideológico de que o socialismo em Cuba não sobrevivesse.
                Nos 22 anos seguintes, a mesma turma continuou desconhecendo a realidade cubana, fazendo análises superficiais e desejando o fim do regime em Cuba. E errando. A visita da presidente Dilma Rousseff a Havana agora está dando a eles mais uma oportunidade de mostrar que são maus analistas e continuam errando. Porque não entendem o que acontece em Cuba e continuam orientando suas avaliações pelo desejo de que caia o governo e tudo volte a ser como era até 1959. Suas análises influenciam pessoas que assimilam acriticamente o que leem ou concordam ideologicamente com elas.
                Cuba tem muitos e imensos problemas. No campo econômico, no campo social, no campo político. Há situações em que direitos humanos são desrespeitados. Mas os problemas de Cuba não são substancialmente diferentes dos enfrentados por inúmeros outros países, inclusive pelo Brasil. Em alguns aspectos, são até muito menores, como violência, miséria, educação e saúde. Mesmo o país sofrendo bloqueio econômico e frequentes agressões dos Estados Unidos. E, como disse lá a presidente brasileira, direitos humanos são desrespeitados em todo o mundo, devem ser discutidos em fóruns multilaterais e não podem ser usados como arma de combate ideológico.
                Se Cuba, com todos os problemas que tem, fosse o que pintam que é, não estaria em 51º lugar, entre 187 países, no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, que considera indicadores de saúde, educação, renda e longevidade. Cuba é considerada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) uma nação de “desenvolvimento humano elevado”. A mortalidade infantil em Cuba está entre as menores do mundo, 4,6 por mil, enquanto a dos Estados Unidos é de 6,5 e a do Brasil é 17,3. Ora, como pode ser assim se a população vive na miséria e passa fome, segundo os jornalistas, acadêmicos, analistas e especialistas?
                Alguns jornalistas brasileiros que vão a Cuba acham que conhecem o país porque circulam nos pontos turísticos – onde, em quase todo o mundo, turistas são explorados por espertalhões --, conversam com alguns cubanos nas ruas e entrevistam os chamados dissidentes. Por seus relatos, todos estão descontentes com tudo e odeiam o regime. E Yoni Sánchez, desconhecida e irrelevante em Cuba, é tida por eles como a síntese do jovem cubano. Aí, nova incoerência: se há tanta rejeição ao governo socialista, por que a população não o derruba, como aconteceu nos anos 1990 nos países socialistas da Europa e acontece agora em tantas nações? Ou alguém acha que o governo cubano teria como resistir a uma revolta popular, ainda mais porque no dia seguinte os Estados Unidos já estariam intervindo na ilha para “proteger a população civil”?
                Por não entenderem o que acontece em Cuba, e muitas vezes por não quererem entender, analistas erram tanto e jornalistas escrevem muitas bobagens. Um disse até que os cubanos não podem tomar Coca-Cola e ir à praia em Varadero...  
Cuba é diferente. Para uns, isso é bom, para outros é péssimo. Para uns é inferno, para outros pode ser o paraíso, mas não é nem uma coisa nem outra: é um país com problemas, como todos os demais; que tem um inimigo poderoso bem ao lado, e isso faz muita diferença; e cujo modelo político não é o ao qual estamos acostumados, e que também tem muitos defeitos.
Mas a opção em Cuba, até que o povo cubano desista dela, é o socialismo, não o capitalismo. Especialmente porque é um socialismo impregnado de nacionalismo, o que se pode entender bem conhecendo a História do país. Esse socialismo cubano está sofrendo mudanças para se adaptar a novas realidades, mas não há perspectivas à vista de medidas substanciais que acabem com o sistema.
                A presidente Dilma Rousseff sabe disso. E está mostrando, na prática, que diplomacia não é demagogia, e que respeita seus dois princípios básicos: respeito à soberania das nações e não interferência em assuntos internos de outros países. Assim, o Brasil poderá ter influência positiva no futuro de Cuba.


Blog do Hélio Doyle             Publicado 31/01/2012

Desemprego em 2011 é de 12,4%, o menor registrado no DF nos últimos 10 anos


O ano de 2011 foi o melhor para o emprego no Distrito Federal em 10 anos. Em dezembro último, a taxa de desemprego local ficou em 11%, o que significa 155 mil pessoas sem ocupação na economia. A proporção é inferior à registrada em novembro (11,9%) e em dezembro de 2010 (12,9%). É também o menor percentual registrado desde 1992, data de início da série histórica da Pesquisa Emprego e Desemprego no DF (PED-DF), realizada pela Companhia de Desenvolvimento do Planalto (Codeplan) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (31/01) pelo governo local.

Além do resultado positivo em dezembro, o DF registrou de janeiro a dezembro de 2011 desemprego médio de 12,4%, igualmente o melhor para o período desde 1992. No ano passado, os segmentos que mais criaram ocupações foram serviços (20 mil) e comércio (8 mil). A construção civil também cresceu, com criação de 2 mil vagas no período. Mas a indústria, a administração pública e o emprego doméstico tiveram retração respectivamente de 2 mil, 3 mil e 6 mil postos.

Uma boa notícia é que o setor formal foi responsável pela criação de boa parte dos novos postos no ano passado. O contingente de assalariados com carteira de trabalho assinada cresceu 5,9%. O emprego informal, por sua vez, recuou 5%.

O rendimento médio real (que leva em conta a inflação do período) recuou 1,5% para os ocupados em geral entre novembro de 2010 e o mesmo mês de 2011. No entanto, para os 10% mais pobres da população houve elevação de 18,7% na média de renda, o que indica uma distribuição mais igualitária. "Para nós, os resultados da PED-DF demonstram que nós estamos no rumo certo", afirmou o secretário de Trabalho do DF, Glauco Rojas, em coletiva à imprensa para divulgação dos números.

Mariana Branco - Correio Braziliense

Agenda do Governador Agnelo Queiroz para esta quarta-feira (01/02)

GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL
Secretaria de Estado de Comunicação Social

Agenda do Governador Agnelo Queiroz para esta quarta-feira (01/02)

9h30 – Solenidade de posse do presidente do BRB, Jacques Pena.
Local – Auditório Planalto – Centro de Convenções Ulysses Guimarães. 

Dilma evita discutir direitos humanos em Cuba e diz que Brasil tem "telhado de vidro"




Brasília – A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (31), na capital cubana, Havana, que sua posição é a de defender os direitos humanos de maneira global e não tratar dos assuntos ligados a violações específicas atribuídas a Cuba. "O mundo precisa se comprometer em geral. Não é possível fazer da política de direitos humanos só uma arma de interesse político e ideológico. O mundo precisa se convencer que é algo que todos os países do mundo têm de se responsabilizar, inclusive o nosso", disse a presidenta.
A visita oficial da presidenta brasileira à ilha caribenha vem sendo cercada de expectativa sobre seu posicionamento em relação às liberdades individuais, principalmente por parte de dissidentes do regime comunista no país. Dilma sinalizou que não tratará desse assunto com as autoridades locais dizendo que o Brasil, em matéria de direitos humanos, também tem "telhado de vidro".
"Quem atira a primeira pedra tem telhado de vidro. Nós, no Brasil, temos os nossos", alertou a presidenta em entrevista coletiva. "Eu concordo em falar de direitos humanos dentro de uma perspectiva multilateral. Acho que esse é um compromisso de todos os povos civilizados. Há necessariamente muitos aspectos a serem considerados, mas, de fato, é algo que nós temos que melhorar no mundo de maneira geral”, destacou Dilma.
Ontem (30), dissidentes cubanos chegaram a dizer que não esperavam que a presidenta fosse interceder junto ao governo de Cuba sobre as questões relativas à liberdade de expressão. O posicionamento de Dilma diante do tema, no entanto, vem sendo esperado pela blogueira cubana Yoani Sanchez, que enviou uma carta à presidenta pedindo sua interferência para que ela consiga autorização do governo cubano para deixar o país e viajar ao Brasil.
Dilma, no entanto, deixou claro que a ação do Brasil se limitará à concessão de visto de turista, o que já ocorreu na semana passada. "O Brasil deu seu visto para a blogueira. Os demais passos não são da competência do governo brasileiro", disse a presidenta.


Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil